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terça-feira, 14 de janeiro de 2020

OPINIÃO: ELEIÇÕES O VELHO E O NOVO

Eleições

O velho e o novo


Mateus 13 52 E Jesus lhes disse: “Portanto, todo mestre da lei, bem esclarecido quanto ao Reino dos céus, é semelhante a um pai de família que sabe tirar do seu tesouro coisas novas e coisas velhas”.

Em ano eleitoral é muito comum ouvir eleitor desiludido a clamar: “desta vez vou votar em alguém novo”, provavelmente se referindo a alguém que nunca tenha se candidatado a um cargo político. 

Desde a década de 80, de Ailton Vilela até nossos dias, ao que me recordo, somente um candidato se enquadrou na definição “novo”, no caso o Dr. Celso Rivello. Foi um prefeito com administração regular, mesmo porque enfrentou uma Câmara Municipal contundente em críticas à sua gestão, assim como o então forte Sindicato dos Servidores do Município (parece-me que se mostrou favorável a não estabilidade, uma discussão então comum à época). Celso deixou a prefeitura com dívidas para o seu sucessor; como também carregou por anos na Justiça Ação de Improbidade oriunda de compras de mochilas escolares. Ao final foi absolvido.

No caso do atual prefeito de Três Corações, Cláudio Pereira, quando foi eleito e depois reeleito já não era novo na política, embora assim tenha se apresentado; por quatro anos foi vereador. Sua eleição e reeleição teve um forte apoio do voto feminino, além de muito dinheiro, fatores decisivos.
Filiado ao PMDB e aliado incondicional ao PT (Pimentel) que muito o ajudou no TRE em sua não cassação por distribuição de cestas básicas em troca de votos, abriu as portas para os apadrinhados políticos. Está tendo uma administração considerada pela comunidade como péssima, face a métodos “não republicanos”, traduzidos na ausência de servir ao povo, ao bem comum, segundo opinião quase unânime no município. Já anunciou que vai se afastar da vida pública, e contam, pode deixar uma “bomba” armada para o seu sucessor.

Mas, vamos ao cerne desta Opinião: existe o novo e o velho? Como na parábola de Jesus, acima, o eleitor tem que saber tirar do seu tesouro coisas novas e coisas velhas. Deve também saber que o velho carrega consigo muita experiência e, tendo ilibado espírito público, se renova constantemente; e o novo, sendo ele vitorioso na vida profissional, seja pessoal ou empresarial, pode oferecer à união a necessária virtude republicana no seu exato termo; virtudes da cidadania como: lisura, honra, respeito, valor e espírito de sacrifício em prol da comunidade, com igualdade de todos perante a lei, e desejo de servir ao bem comum e respeito ao dinheiro público, em suma: a disposição de praticar o bem, virtude essa que tanta falta faz à cidade, ao município.

Caro eleitor: este é o poder do voto! O voto é seu tesouro; tire dele a sabedoria, tire dele tudo que nos falta para um melhor e necessário ciclo da política tricordiana. 
Leve Três Corações no peito!

(Paulo César Pereira Paulão)

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